A, então, Vila da Feira foi uma das terras de Portugal onde primeiro se começou a praticar o canto coral. Foi por volta de 1908 que um grupo de rapazes fundou o “Orfeon Feirense”. Tinha apenas 35 executantes nesse tempo, mas, apesar disso, marcava pelo primor de execução.
Posteriormente à extinção da Tuna Orfeão Feirense, só em Novembro de 1921 à reorganização do Orfeão que prontamente se apresentou executando algumas composições sacras na nossa Igreja Matriz. A sua actividade manteve-se até 1926 com várias iniciativas e com realizações de alguns espectáculos. Terminado este ciclo, com extinção do Orfeão Feirense, por razões de saturação dos respectivos orfeonistas e falta de assiduidade aos ensaios, outro ciclo se iniciou.
Passados alguns anos, em 1933 o Orfeão Feirense reiniciou a sua actividade, sob regência de maestro António Martins, tendo este mandado convocar alguns feirenses para a reunião. Muitos compareceram e receberam com satisfação a notícia do que se projectava. Todos mostraram muito entusiasmo e boa vontade no ressurgimento do canto coral na nossa terra que, durante 45 anos, dignificou e promoveu a cultura e os valores musicais.
São estes os precedentes que levam ao nascimento, em 1975, o Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, adaptado às novas facetas da cultura moderna e da sociedade, e estruturado de forma a servir a cultura e a ocupação saudável dos tempos livres dos vários estratos da população feirense.